quarta-feira, 4 de janeiro de 2012




Escárnio

Faz-se na alma um vazio no peito.
Que emudece um coração.
Amor que se foi.
Abrindo rasgos de dor.

Mas deixo o tempo mostrar-me.
E assim em doses homeopáticas me curar.
De feridas que se tornam crateras abertas.

Definir a mescla de amizade e amor!
Como será?
Não sei.
Pois aprendi, viver isso com você.
Agora só sei que esquecer a sua luz.
É sangrar o coração.

Meu corpo sente.
Minha mente se entristece, com pensamentos constantes.
Que em folhas secas e pétalas sem viço, voam pela madrugada fria e densa da noite.

 Mas aminha alma resiste ao escárnio do teu silêncio.
A devassidão do teu jardim.

Luciana Saldanha Lima

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